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Carlos Zorrinho: “Quando um restaurante de Évora é reconhecido, ganha a cozinha alentejana”

O presidente da Câmara Municipal destacou que a gala do Guia Repsol Portugal é um "ponto de partida para um mercado extraordinário".

Évora foi o palco escolhido para receber um dos eventos mais aguardados do ano no mundo da gastronomia: a gala do Guia Repsol Portugal 2026. Entre estrelas da cozinha dos 120 restaurantes distinguidos e o ambiente de celebração da gastronomia ibérica, Carlos Zorrinho, presidente da Câmara Municipal de Évora, aproveitou a ocasião para deixar uma reflexão sobre o papel da cidade e da região no panorama nacional.

“É muito gratificante receber um evento como este na cidade. Não apenas porque alguns dos restaurantes de Évora foram reconhecidos, mas porque muitos restaurantes do Alentejo foram destacados. E cada vez que um espaço em Évora é reconhecido, ganha a cozinha alentejana.”

Em entrevista à NiE, o autarca sublinhou que a gastronomia é muito mais do que o que chega à mesa. Este reconhecimento dos restaurantes da cidade – e da região – é o “ponto de partida para um mercado extraordinário”, que coloca Évora e o Alentejo no radar de milhares de consumidores na América Latina, nos Estados Unidos e em África. 

Sobre a relação entre a capital e o interior, Carlos Zorrinho aproveitou para fazer, durante o seu discurso no evento, um paralelismo com um excerto da canção do grupo Vizinhos, em que os mesmos cantam: “Se achas Lisboa grande, o Alentejo ainda é maior”. Para o autarca, “o Alentejo é grande, mas Lisboa não tem que ser mais pequena por isso”. Questionado sobre a afirmação, explicou que “Lisboa não deve ter medo do Alentejo. Tudo o que é bom para Lisboa, é bom para o Alentejo e vice-versa”.

Para o autarca, o crescimento e a afirmação de uma região não significa a anulação da outra, acreditando que “quando um ganha, ganham todos”. Sobre Évora, Carlos Zorrinho relembrou o peso histórico do território, que já foi a segunda capital do reino nos séculos XV e XVI, e lamentou que, ao contrário de exemplos de cidades com percursos semelhantes em Itália ou Espanha, Évora se tenha fechado um pouco sobre si própria ao longo dos tempos.

Agora, garante que o objetivo é “despertar essa Évora que está dentro de si própria como uma grande capital europeia ao sul”. Algo que, segundo o próprio, a receita estava à vista de todos os presentes na gala. “Nada melhor que uma boa gastronomia, uma boa analogia e um bom sentido de comunidade para isso acontecer”, concluiu.

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