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Celeiro d’Évora: no novo spot da cidade há comida tradicional e festa até de madrugada

O Celeiro d’Évora abriu numa antiga cavalariça e combina receitas de sempre com cocktails, sunsets e música até às 2 da manhã.

Jantar em Évora costuma seguir quase sempre o mesmo guião. A boa comida é inegociável, os copos de vinho também, mas depois a festa fica sempre curta, com as cozinhas e os espaços a fecharem por volta das 23 horas. Foi precisamente para quebrar este ciclo que nasceu o Celeiro d’Évora, o novo restaurante da cidade.

O espaço abriu portas a 15 de maio e quer funcionar como mais do que um espaço tradicional. Além da carta focada na gastronomia alentejana, a aposta passa também pelos sunsets, atuações de DJ, música ao vivo e noites que se prolongam até às duas da manhã. “Quando vamos jantar a um restaurante, acabamos de comer e à meia-noite os restaurantes fecham. Tem que ir tudo para fora e depois não temos um espaço onde se consiga ir beber um copo ou fazer uma continuidade da noite”, explica o proprietário de 37 anos, João Boieiro.

A ideia surgiu também pela necessidade de criar um espaço preparado para grupos maiores. “Como já tinha outro restaurante, o Aromas do Campo, queria um espaço para ter grupos. Acho que faz falta a Évora um espaço onde as pessoas consigam fazer o seu aniversário, de 20 a 30 pessoas”, refere.

O Celeiro d’Évora ocupa um edifício que no passado funcionou como cavalariça e celeiro. A renovação procurou manter parte da identidade original do espaço, sobretudo através das madeiras preservadas e de alguns elementos antigos espalhados pelo restaurante, incluindo objetos da antiga cavalariça nas casas de banho.

A decoração mistura um lado mais minimalista com referências tradicionais alentejanas. No interior, existem salas com capacidade para cerca de 70 a 80 pessoas. Já a esplanada, uma das grandes apostas para o verão, consegue receber entre 120 e 130 clientes. “A partir das 15 horas está completamente à sombra. Conseguimos ter um ambiente bom e fresco onde as pessoas podem sair do trabalho, vir beber um cocktail ou um gin e ouvir música”, explica João Boieiro.

A ligação do empresário à restauração surgiu depois de vários anos ligados ao universo da noite. “Desde os meus 18 anos que abri o meu primeiro bar. Estive sempre ligado a vários projetos de noite”, conta. A mudança aconteceu durante a pandemia, quando as restrições horárias o levaram a apostar mais fortemente na restauração. Primeiro surgiu o MolhóBico, depois o Aromas do Campo e agora o Celeiro d’Évora.

Apesar de estar localizado numa das ruas mais movimentadas do centro histórico, João garante que o foco não passa apenas pelos turistas. “O nosso foco não é só o turista. Nós criamos espaços para todo o tipo de público e tentamos não diferenciar pessoas. O nosso foco é muito o eborense, que está cá o ano todo connosco”, sublinha.

João Boieiro

Na cozinha, a carta trabalha sobretudo com pequenos produtores locais e ingredientes sazonais. O menu divide-se entre pratos mais tradicionais do Alentejo e algumas propostas com influência internacional.

Nas entradas frias surgem opções como queijo de ovelha amanteigado com tostas caseiras e compota (6,50€), tábua de queijos e enchidos (18€), presunto de porco preto (17,50€) e perdiz de escabeche com rúcula, agrião, batata palha e pão frito (9,50€).

Entre as propostas quentes estão farinheira assada de porco preto (9€), ovos rotos com paio e toucinho (14,90€), trio de empadas de caça com perdiz, veado e javali (12,50€), croquetes de vitela com maionese de alho negro (18€), camarões em tempura com maionese de lima (13,50€) e folhado de queijo de Serpa com nozes e mel (13,50€).

Nos pratos principais destacam-se as bochechas de porco preto estufadas em vinho tinto com puré de maçã e legumes salteados (22,50€), lombinho de porco preto com migas de nabiça e feijão vermelho (21€), rabo de boi com puré de batata e chips de mandioca (23,50€) e borrego assado com ragu de abóbora, castanhas, bacon e espargos verdes (24,50€).

João Boieiro admite, no entanto, que há um prato que nunca falha: o bife do lombo (23,80€). Ainda assim, a grande estrela desde a abertura tem vindo do mar: o robalo grelhado com risotto de amêijoas (22€). Na secção de peixe há ainda lombo de bacalhau com puré de grão, espinafres com farinheira e molho pesto (24,50€) e polvo à lagareiro (21,80€).

Para os dias mais quentes, a carta inclui saladas como a de melancia com queijo de cabra, presunto, nozes e sementes de sésamo (15,80€) ou a de salmão fumado com manga e molho de iogurte (15,80€). Existe também um menu para os miúdos, com hambúrguer de vitela (12,50€) e panados de pescada (11€).

Na garrafeira, a aposta é exclusivamente alentejana, com referências de mais de 30 adegas da região, entre elas Cartuxa, Fita Preta, Esporão, Casa Relvas e Ervideira.

A refeição termina com sobremesas tradicionais como sericaia com ameixa de Elvas (6,90€), bolo de requeijão com gelado de baunilha (6,50€), torrão real com gelado de limão (6,80€), cheesecake de caramelo salgado ou frutos vermelhos (6,70€) e pera bêbada em redução de vinho tinto (6,50€).

Carregue na galeria e conheça mais do Celeiro d’Évora.

FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    Rua 5 de Outubro, 86
    7000-854 Évora
  • HORÁRIO
  • Domingo a Terça-feira:
  • 11h30 - 00h
  • Quinta-feira:
  • 11h30 - 00h
  • Sexta-feira e Sábado:
  • 11h30 - 02h
PREÇO MÉDIO
Entre 30€ e 50€
TIPO DE COMIDA
Portuguesa, Cozinha de Autor

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