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Trabalharam juntos quase 30 anos. Agora abriram o restaurante com que sempre sonharam

O Templo reabriu com clássicos alentejanos e um bife com um molho secreto. Na carta de carnes há ainda bochechas de porco e migas à alentejana.

Habituados a trabalhar em dupla no setor da restauração, Maria Antonieta Vieira, de 56 anos, e Paulo Carmo, de 54, reabriram o restaurante “O Templo” esta segunda-feira, dia 23 de março, concretizando o sonho do casal em ter um projeto próprio. Este novo espaço não vai tentar reinventar a gastronomia ou os sabores, mas apostar no que são os melhores pratos tradicionais que o Alentejo tem para oferecer.

A ideia de ter um espaço dos dois não nasceu de um dia para o outro. “A ideia já andava a ser maturada há bastante tempo”, revela Maria Antonieta ao explicar que a abertura d’O Templo é o resultado de uma vida dedicada a servir os outros. Com uma vasta experiência no currículo, o casal partilha quase 30 anos de trabalho em comum no setor da restauração, sempre por conta de outrem.

Durante uma década, esta dupla foi a alma de um outro restaurante em Évora. “A casa andava sempre para a frente por causa de nós”, recordam com orgulho, ao referirem que a gerência do anterior espaço nem sempre estava presente e que, por isso, estão habituados a gerir o dia a dia de um negócio.

Faltava apenas encontrar o local ideal, já que “não tinha surgido nada que fosse viável. Queríamos encontrar algo que tivesse a ver connosco”, explicam à New in Évora. A oportunidade surgiu quando encontraram o espaço d’O Templo, um restaurante já conhecido na cidade. Com uma dimensão acolhedora, com cerca de 20 a 22 lugares, o espaço tornou-se no lugar perfeito para o casal trabalhar em sintonia, com Paulo como cozinheiro e Maria como chefe de sala.

Sobre a responsabilidade de assumir um espaço com um histórico de sucesso, o casal refere que isso não os intimida. “Estamos à vontade para o negócio seguir para a frente”, revelam, enquanto explicam que o objetivo é manter o bom ritmo de trabalho que a casa já tinha, mas elevar ainda mais a fasquia e “trabalhar ainda melhor”.

Os segredos de Paulo na cozinha

N’O Templo, a aposta está concentrada nos sabores mais tradicionais da região. “Tudo o que a gastronomia alentejana tem de melhor é o que vai surgindo na nossa ementa”, garante Paulo. O objetivo é oferecer aos clientes um “sítio aconchegante, com comida caseira alentejana”.

A experiência pode começar com um couvert clássico, onde não falta o pão (2€), as azeitonas (1,50€) e as opções mais robustas, como a pedra de paio e presunto (8,50€) ou os tradicionais torresmos do rissol (5€), que os proprietários aproveitaram por destacar durante a entrevista por ser uma entrada pouco comum. Nas entradas quentes, destacam-se as moelas em molho de tomate (6€) e os ovos com farinheira (6,00€).

Como em qualquer boa casa alentejana, os clientes podem reconfortar o estômago com boas sopas, como a açorda alentejana, a sopa de tomate ou uma sopa de cação, todas disponíveis por 14€. Já nas carnes, a grande estrela é uma criação exclusiva do chef – o bife à templo (18€). Esta receita transita juntamente com Paulo do antigo local de trabalho e, embora não revele a totalidade da receita, o cozinheiro levanta a ponta do véu sobre o molho, “à base de natas, cerveja e café”.

Na carta de carnes estão ainda incluídas as bochechas de porco em mel e vinho tinto, acompanhadas com migas (17€), o porco preto com as tradicionais migas de espargos (18€) e, ainda à volta desta especialidade, as migas à alentejana com carne frita (16€). Para os paladares que procuram iguarias igualmente tradicionais mas menos comuns na cidade, o restaurante aposta ainda nos pézinhos de porco de coentrada (15€).

Para quem prefere os sabores do mar, O Templo serve uma açorda de marisco para duas pessoas (25€), polvo à lagareiro (20€), bacalhau à templo (18€) e um risoto de camarão (16,50€). A pensar em todos os clientes, o menu contempla ainda propostas vegetarianas, como o alho francês à Brás (13€) e o risoto de legumes (13€).

As sobremesas de Maria

Apesar de todas as iguarias do menu, é quase obrigatório guardar espaço para o final da refeição, pois as sobremesas estão a cargo de Maria Antonieta, que faz questão de preparar tudo de forma artesanal. Um dos destaques vai para uma invenção própria, o cheesecake de pistáscio (5€), mas também encontra a doçaria regional no menu d’O Templo. Não faltam clássicos como a sericaia com ameixa (5€), o tradicional torrão de Évora (5€), a mousse de chocolate (4€) e a sobremesa de Mel e Noz (5€).

Para já, Paulo e Maria veem o seu maior sonho concretizado e a funcionar em dois turnos diários, servindo almoços do meio-dia às 15 horas, e jantares das 19 horas às 22 horas.

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FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    Rua do Escrivão da Câmara 2B
    7000-524 Évora
  • HORÁRIO
  • Todos os dias:
  • 12h - 15h
  • 19h - 22h
PREÇO MÉDIO
Entre 20€ e 30€
TIPO DE COMIDA
Portuguesa

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