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Vestidos fluidos, drapeados e capas: as tendências que dominam os looks das convidadas

Sofia Dezoito, consultora de imagem funcional, revela à NiT quais são as propostas que vão destacar-se nos casamentos de 2026.

A temporada de casamentos de 2026 traz várias novidades para as convidadas. Embora a personalidade e o estilo individual ganhem cada vez mais peso nas escolhas, há tendências bem definidas a destacar e que vão marcar presença nas celebrações dos próximos meses.

Para Sofia Dezoito, consultora de imagem e fundadora da Academia Dezoito, a grande novidade não está apenas nas peças que se usam, mas também na forma como as mulheres se relacionam com a moda. “Em 2026, estamos a assistir a uma mudança interessante: as convidadas estão menos preocupadas em seguir tendências de forma literal e mais focadas em encontrar peças que reflitam a sua personalidade”, começa por explicar à NiT.

Isso não significa, porém, que não existam propostas dominantes. Pelo contrário. Segundo a especialista, há várias características que se repetem nos looks mais atuais. “Vemos muito movimento, tecidos fluídos, drapeados e silhuetas femininas sem serem excessivamente estruturadas. Os conjuntos coordenados, os vestidos com capas, assimetrias subtis e os detalhes artesanais também estão em destaque.”

Estas tendências refletem uma procura crescente por peças elegantes, mas menos rígidas e mais adaptadas ao estilo de vida contemporâneo. Ainda assim, Sofia Dezoito acredita que o verdadeiro fator diferenciador já não está apenas na roupa. “Aquilo que realmente marca a diferença já não é o vestido em si. Acredito que é mais a forma como a pessoa o usa: o styling, os acessórios e a confiança com que se apresenta tornaram-se mais importantes do que seguir a última tendência.”

Outra das questões que continua a dividir opiniões é o eterno confronto entre minimalismo e maximalismo. Nos últimos anos, os vestidos de linhas simples eram predominantes, mas começam agora a surgir sinais de uma mudança. “Existe espaço para ambos. Depois de alguns anos dominados pelo minimalismo, estamos agora a ver um regresso da cor, dos padrões e de detalhes mais exuberantes”, revela.

Sofia Dezoito, consultora de imagem funcional.

Mais do que uma tendência única, a consultora nota uma abertura crescente a diferentes formas de expressão. “O que vejo é uma maior valorização da autenticidade. Há mulheres que se sentem incríveis num vestido simples e elegante, enquanto outras se expressam melhor através de peças mais marcantes.”

Para Sofia Dezoito, esta evolução é particularmente positiva. “O mais interessante é que estamos finalmente a afastar-nos da ideia de que existe apenas uma forma ‘certa’ de estar elegante e isso é muito positivo na minha opinião.”

Para quem está a pensar comprar um vestido para usar não só num casamento, mas também noutras ocasiões futuras, a especialista recomenda uma abordagem mais estratégica. “Se o objetivo for reutilizar, recomendo procurar peças intemporais e não excessivamente associadas a um único evento”. 

Entre as opções mais seguras, destaca os vestidos midi, que continuam a ser um dos cortes mais versáteis do guarda-roupa feminino. “Os vestidos midi são normalmente uma aposta segura. Funcionam em casamentos, jantares, eventos profissionais ou celebrações familiares.”

A durabilidade da peça também depende da escolha dos materiais. “Quanto aos tecidos, crepe, cetim mate, viscose de boa qualidade ou misturas naturais tendem a envelhecer melhor no armário do que tecidos excessivamente brilhantes ou muito festivos”, explica.

No que diz respeito à cor, há várias alternativas elegantes para fugir aos tons mais previsíveis e que são tendência este ano. “Os tons como verde petróleo, azul-marinho, ameixa, terracota ou rosa. São sofisticados, versáteis e permitem diferentes combinações de acessórios.”

Encontrar o equilíbrio certo entre formalidade e descontração continua, no entanto, a ser uma das maiores preocupações das convidadas. Afinal, ninguém quer sentir-se deslocada por estar demasiado produzida, ou demasiado casual. Para Sofia Dezoito, a resposta passa por analisar o contexto.

“O segredo está em respeitar três fatores: o local, o horário e a formalidade do evento. Por exemplo, um vestido que funciona perfeitamente num casamento ao final da tarde num hotel pode parecer excessivo numa cerimónia de dia ao ar livre”, afirma. Quando existe coerência entre todos os elementos, a margem para erro diminui significativamente.

Porém, o mais importante mesmo é manter a autenticidade. “Aconselho sempre a não tentarmos ser alguém que não somos. A elegância nasce de um alinhamento interior que nos dá espaço para ser quem somos e não do exagero”, remata.

Carregue na galeria para ver os modelos escolhidos por algumas das convidadas no casamento de Júlia Palha. 

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