Romance sobre famílias quebradas pela violência e pelo fanatismo, mas também sobre a ternura, o instinto de proteção e a coragem silenciosa capazes de renascer no meio do caos, foi o vencedor do Prémio LeYa 2025 por unanimidade. O leitor acompanha as vidas destas personagens, que se entrelaçam num percurso de separações, de perdas e de reconstrução possível.

“Céline, filha de uma prostituta que acabou esfaqueada no Bois de Boulogne, em Paris, passa a adolescência numa instituição e acaba por juntar-se a um imigrante do Mali, que se orgulha de ter uma farda com boné e tudo, mas é atropelado pelo destino e acusado de um crime que não cometeu. Aïsha – filha de um sábio que entende a linguagem das pedras e lê nos sinais da natureza o presságio da destruição – vive numa cidade prestes a ser invadida pelos jihadistas e vê-se obrigada a esconder os filhos num abrigo improvisado, enquanto o marido permanece no hospital em ruínas, ajudando a salvar vidas. Nadia, que carrega uma pesada culpa desde a infância, enfrenta a dor de ter um filho aliciado por redes extremistas. Desesperada, tenta sobreviver à ausência e encontra forças para acolher duas crianças refugiadas que chegam completamente sós, arrastando com elas o peso da guerra”, revela a sinopse. 

Editado pela LeYa, o livro custa 16,60€. Chega às livrarias a 28 de abril, mas já está em pré-venda online.

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