Existem lugares que guardam memórias de uma vida. A casa-atelier de João Cutileiro, no número 13 da Rua de Viana, em Évora, é precisamente um deles. Durante quase 40 anos, as paredes deste espaço foram testemunhas da criação de algumas das obras mais emblemáticas da escultura contemporânea portuguesa.
Agora, pela primeira vez desde que o espólio foi doado ao Estado português, o refúgio do artista abre as portas ao público para uma experiência única.
“A CASA – Fotografias de Margarida Lagarto” é muito mais do que uma simples exposição de fotografias. É como uma visita à “intimidade e memória do escultor na cidade”, captada pelo olhar atento daquela que foi a sua companheira de vida, Margarida Lagarto, também ela uma artista com um percurso reconhecido na pintura.
A mostra, integrada na programação da Capital Europeia da Cultura (CEC) Évora_27, marca também o nascimento oficial do Centro de Arte João Cutileiro. Esta nova associação cultural não quer ser apenas um museu estático. O objetivo é que se torne num polo dinâmico de criação contemporânea com residências artísticas, projetos de investigação e intercâmbios internacionais.
Para quem quiser conhecer um pouco mais sobre o legado de João Cutileiro, condecorado com a Ordem de Sant’Iago da Espada, doutorado Honoris Causa e autor do Monumento ao 25 de Abril no Parque Eduardo VII, em Lisboa, pode visitar o atelier, cuja exposição vai estar patente até ao próximo dia 28 de fevereiro.
Embora a casa do artista já esteja aberta para esta exposição, estão previstas obras de conservação futuras, para garantir que se mantenha em ótimas condições para as próximas gerações continuarem a recordar João Cutileiro.
Se é fã de fotografia ou de lugares que contam histórias sem precisar de usar palavras, este é o plano para marcar na agenda. Mais informações através do email cajc.evora@nullgmail.com ou das redes sociais do Centro de Arte João Cutileiro.








