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Monsaraz vai transformar-se num museu a céu aberto com espetáculos gratuitos

A bienal cultural Monsaraz Museu Aberto regressa de 11 a 19 de julho à vila alentejana.

Este verão, a bienal Monsaraz Museu Aberto vai decorrer de 11 a 19 de julho e apresenta-se sob o lema “O Céu Começa no Chão”, cujo programa arranca logo no dia 11 de julho, pelas 17 horas, com a cerimónia de abertura e a inauguração da exposição coletiva “Ando um pouco acima do chão”.

Esta mostra vai espalhar-se por vários pontos icónicos da vila, nomeadamente a Igreja do Convento da Orada, o Museu do Fresco e a Igreja de Santiago. Nestes locais históricos, os visitantes vão poder apreciar obras de artistas como André Sousa, Diogo Nogueira, Michael Biberstein, Mafalda Santos, Garcia da Selva, João Campolargo Teixeira, Felícia Teixeira e João Brojo.

O primeiro dia termina com um sunset ao som do DJ e produtor Marco Antão – conhecido como Switchdance -, seguindo-se um concerto de Edmundo Inácio, que traz uma união entre a música tradicional portuguesa e sonoridades eletrónicas.

Logo no primeiro fim de semana, a organização desenhou propostas pensadas para todas as idades. Na agenda, destaca-se a peça de teatro familiar “Não Há Duas sem Três”, a criação coreográfica “Baile do Desencontro” e ainda “Grotte”, um espetáculo da companhia espanhola Sirio Rubio com manipulação de objetos e o circo contemporâneo.

A reflexão artística também terá espaço através de um ciclo de conferências-concerto focado no papel da cultura e das artes na transformação dos territórios. Estas sessões reúnem nomes de como António Pinto Ribeiro, Luísa Veloso, Liliana Coutinho e John Romão, acompanhados por vários músicos convidados.

No campo musical, a vila vai receber Pedro Jóia, que sobe ao palco para apresentar o álbum “Mosaico” ao lado de José Salgueiro. Outro dos grandes momentos será o espetáculo “Sopros e Guitarradas”, de Kajó Soares, uma performance que reinventa o fado através do saxofone e que irá contar com as participações especiais de António Pinto Basto, Teresa Tapadas e Gustavo. Já A Garota Não trará a Monsaraz a sua abordagem contemporânea à canção de intervenção, apresentando o seu mais recente trabalho, “Ferry Gold”.

Ana Santos sobe ao palco para apresentar “Água e Tudo o Que Ressoa”, o seu disco de estreia, num concerto com a participação de Celina da Piedade, e Os Músicos do Tejo vão atuar no Olival da Pega, onde o grupo irá interpretar temas como as Cantigas de Santa Maria. Os fãs de música clássica podem contar com uma interpretação de “Carmina Burana”, de Carl Orff, executada pela Banda e Coro Polifónico da Sociedade Filarmónica Harmonia Reguenguense, em conjunto com o Coro Sinfónico Lisboa Cantat e os solistas Ana Sofia Ventura, soprano, Marco Alves dos Santos, tenor, e André Henriques, barítono, sob a direção musical de João Defeza.

Para quem procura explorar a vila, o projeto itinerante Lampyris Bike, da autoria de Miguel Estima, promete surpreender ao transformar as ruas empedradas de Monsaraz numa sala de cinema ao ar livre, com projeções movidas a pedal. Se prefere arquitetura, a visita “Os Espacialistas nas Redondezas: A Casa dos Irmãos Aires Mateus” irá dar a conhecer a Casa na Terra. O programa contempla ainda uma conversa sobre a construção da memória visual do território, conduzida pelo fotógrafo e arquiteto Duarte Belo, intitulada “Um Museu da Paisagem”.

Como a bienal foi pensada para ser vivida em família, os mais novos não foram esquecidos e vão poder soltar a criatividade nas Oficinas de Cinema de Animação ou assistir aos espetáculos “Biblioteca Extravagante” e ao teatro de marionetas “Castelo de Fantasmas”. Estará também em cena a peça “Antiprincesas: Catarina Eufémia”, uma criação de Cláudia Gaiolas inspirada numa das mais célebres figuras da resistência alentejana no combate à ditadura.

O encerramento do Monsaraz Museu Aberto está marcado para 19 de julho. O evento “Pinga-amor, um festim!” promete juntar o melhor da gastronomia, vinhos, conferências e muita música, contando com a presença de Álvaro Domingues, Nelson Guerreiro, Cláudia Camacho, o DJ Guacamole e ainda o chef-artista Nuno Carrusca.

No final, o público vai poder assistir ao espetáculo “Carmim”, de Joana Carmo Martins, e à Gala do Cante nas Terras do Grande Lago, que irá reunir em palco vozes como as de Inês Gonçalves, Manuel Sérgio, José Farinha, o Grupo Coral da Freguesia de Monsaraz e o Grupo Coral Etnográfico Amigos do Alentejo do Feijó.

Todos os espetáculos do Monsaraz Museu Aberto têm entrada gratuita, à exceção do concerto de A Garota Não, cujos bilhetes custam 5€.

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