Se sempre sonhou adormecer sob o céu estrelado sem abdicar do conforto de um quarto, há um lugar no Alentejo onde essa experiência pode tornar-se realidade. Em Veiros, no concelho de Estremoz, o Glamping Skies é um dos refúgios mais procurados por quem valoriza tranquilidade, natureza e um ambiente exclusivo.
Em declarações à New in Évora, Pedro Gonçalves, um dos mentores do projeto, explicou a razão de um músico e de uma especialista em tecnologias da informação se tornarem impulsionadores de um dos refúgios mais cobiçados do turismo que valoriza experiências únicas.
A história do Glamping Skies funde-se com a de Pedro Gonçalves, de 56 anos. Conhecido pelo seu trabalho com a Disney e o Coro Gulbenkian, juntamente com a mulher Ana Kong, de 54 anos, sentiram que a vida em Lisboa precisava de um plano B.
“A ideia surgiu numa fase da minha vida e da Ana em que atingimos carreiras interessantes e estáveis, mas já não chegam. Temos outros interesses, outras ideias, outras coisas que gostávamos de fazer e, aliando isso à ideia de tentar ter uma vida um pouco mais tranquila, surgiu a ideia de fazermos algo que nos permitisse ter uma fonte de subsistência e, ao mesmo tempo, uma outra via por onde realizarmos.”
E foi por essa razão que começaram a escolher o local ideal. Percorreram o Alentejo de lés a lés, de Beja ao Alqueva. No entanto, foi em Estremoz que sentiram ter encontrado o local perfeito para o Glamping Skies. “Foi amor à primeira vista. Estivemos a ver imensos terrenos e chegámos àquele, em Veiros, com aquele pôr do sol em setembro, aquela luz que o Alentejo tem e, de facto enfeitiçou-nos. Acabámos por decidir: é este”, recorda Pedro com entusiasmo.
Quartos com total transparência
O grande diferencial do Glamping Skies – e o que o coloca nas listas de desejos de muitos viajantes – é a estrutura dos seus domos. Ao contrário de outras ofertas, aqui a transparência é total pois a ideia é que não existam barreiras entre o hóspede e a natureza.
Cada domo foi desenhado para ser um casulo de conforto. No interior, o design junta o rústico com o contemporâneo, com mobiliário de linhas orgânicas, detalhes em azulejo e uma banheira estrategicamente colocada junto às janelas, permitindo um banho relaxante com vista para as planícies.
A climatização foi uma prioridade, de modo a garantir que a experiência é tão perfeita tanto no calor de agosto, como no frio de janeiro. Por isso mesmo, os domos estão equipados com ar condicionado e lareiras a bio alcóol.
Para Pedro, o conceito de luxo mudou drasticamente nos últimos anos. Já não se trata da ostentação material, mas sim da posse de algo que o dinheiro raramente compra, como o tempo e o silêncio.

“O luxo hoje em dia passou a ser a tranquilidade de podermos estar num sítio onde há silêncio, onde se vê a natureza, o céu e o horizonte. Hoje em dia, cada vez mais as pessoas procuram isso”, afirma. Esta visão reflete-se na decisão de manter a dimensão do projeto – atualmente com dez domos – não havendo expectativas de expansão.
“Se valorizamos a privacidade, ao acrescentar mais domos estaríamos a colocar os hóspedes encostados uns nos outros. E, neste momento, as pessoas quando estão nos domos sentem-se sozinhas. E é isso que elas querem: estar isoladas do resto do mundo e sentir que aquele espaço é delas”, sublinha.
Quem procura as estrelas?
O Glamping Skies tornou-se num destino predileto principalmente para casais, funcionando exclusivamente para adultos. Segundo Pedro, existem três perfis que procuram o espaço: casais jovens em busca de experiências inovadoras, casais entre os 35 e os 55 anos que procuram um refúgio da rotina familiar e o crescente mercado estrangeiro, que valoriza a observação astronómica e conhecer um País que se estende para lá das grandes cidades.
A procura internacional tem trazido surpresas interessantes para Pedro, que destaca o público americano. “A maioria dos nossos hóspedes americanos chegam a Portugal pelo enoturismo”, explica, revelando que usam o glamping como um ninho central para explorar as adegas da região.
E é por isso que a localização em Estremoz é um trunfo para Pedro, que destaca a cidade como um polo que complementa a paz do glamping. “Estremoz, neste momento, é um polo muito dinâmico. Tem uma série de iniciativas a acontecer, imensos estrangeiros a viver cá e com uma oferta de restauração e de qualidade de vida que é excecional. Tem restaurantes desde o mais básico e tradicional, até ao fine dining.”
O espaço fora dos domos
O Glamping Skies promove ainda a economia local através de parcerias com produtores regionais, visíveis no pequeno-almoço servido no edifício comum e um domo maior – com 110 metros quadrados – onde já se realizaram eventos, como retiros de yoga. Fora do espaço comum ainda há uma piscina de borda infinita e uma zona de lounge para convívio.
Para compreender o verdadeiro significado da frase que serve de bússola ao projeto, “Dream Under The Stars”, e que para Pedro é um apelo para que os visitantes sonhem debaixo das estrelas, pode fazer a reserva com alguma antecedência, especialmente aos fins de semana. O valor da estadia ronda os 225€ por noite, com um requisito de reserva mínima de duas noites, de modo a garantir que os hóspedes têm tempo suficiente para se desligar do mundo e mergulhar na experiência.
O pequeno-almoço, com vários sabores locais, está incluído no preço. Pode consultar todas as disponibilidades ou acompanhar as novidades através das redes sociais do espaço.
Carregue na galeria para conhecer mais pormenores do Glamping Skies.

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