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Há centenas de flores grátis para dar vida às varandas do centro histórico de Évora

Depois de um interregno no ano passado, a iniciativa regressa com o objetivo de distribuir mais de 200 vasos.

Com a chegada da primavera, as ruas ganham mais cor. A pensar nisso, a União das Freguesias do Centro Histórico de Évora promove a iniciativa “Vamos Florir o Centro Histórico?” no próximo sábado, dia 9 de maio, entre as 9 horas e as 13 horas, na Praça 1º de Maio.

Durante a manhã, junto ao Mercado do Peixe, vai ser oferecido um vaso de flores por cada habitação permanente da freguesia – limitado ao stock existente – sendo necessário dirigir-se à banca da organização e confirmar a morada para receber o vaso.

A ideia, apesar de não ser nova, ganha agora um novo destaque. Como explica Francisco Branco de Brito, presidente da União das Freguesias, o projeto arrancou há dois anos devido à necessidade de trazer a natureza para uma malha urbana densa. “Sentimos a necessidade de tornar o nosso espaço público mais florido, mais colorido, e dar um ambiente mais fresco”, revela.

Uma vez que a gestão direta das floreiras e espaços verdes públicos é uma competência da Câmara Municipal de Évora, a solução encontrada passou por desafiar os próprios moradores a fazer a diferença a partir de casa.

“Entendemos que deveríamos envolver a população com o objetivo de fomentar um espírito comunitário, que faça as pessoas participar neste florir do centro histórico. Podem colocar um vaso com uma planta à janela ou na varanda”, sublinha o responsável.

A adesão à estreia da iniciativa foi um sucesso, visto que muitos residentes não só levaram a oferta para casa, como acabaram por comprar mais flores para compor ainda mais as suas fachadas.

 
 
 
 
 
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Depois de um interregno no ano passado, por falta de condições, a iniciativa regressa este ano com o objetivo de distribuir mais de 200 vasos. Contudo, a ambição é que o projeto passe a ser anual e ininterrupto, tratando-se de um esforço para a Junta de Freguesia, que lida com recursos limitados. “Temos para gerir por ano, sensivelmente, o que a Câmara Municipal de Évora tem para gerir por dia”, compara o autarca, assumindo o desejo de, no futuro, captar patrocínios e apoios que permitam escalar o projeto e realizá-lo noutras alturas do ano.

Apesar das janelas e varandas serem espaços particulares, o impacto da iniciativa é imediato porque “quando circulamos nas ruas vemos diretamente as janelas e as varandas e, por isso, quanto mais estiverem floridas, mais impacto vamos conseguir ter”, garante.

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