Esta segunda-feira, dia 9 de fevereiro, foi lançada oficialmente a primeira revista de lifestyle de Évora. Todos os dias, a nova New in Évora vai revelar aos moradores da cidade e do resto do País os novos restaurantes, cafés, lojas, ginásios e hotéis, bem como as melhores dicas de programas para fazer com a família e os amigos nos tempos livres.
A New in Évora faz parte do universo editorial da MadMen, o grupo de comunicação que detém a NiT, a revista de lifestyle mais lida de Portugal, a rádio NiTfm e outras nove revistas de imprensa regional, com uma audiência total que ultrapassa os quatro milhões de portugueses em território nacional.
A chegada de uma nova publicação à cidade foi o pretexto para uma conversa com o Presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, José Manuel Santos, que destacou a importância do lançamento da New in Évora para dinamizar a cidade, numa altura em que em que vão arrancar várias iniciativas que assinalam Évora como futura Capital Europeia da Cultura em 2027.
Qual a importância do lançamento da New in Évora para a cidade?
Pode ser extremamente relevante. A New in é uma marca já bem implantada em Portugal, com forte influência na escolha de destinos, hotéis e restaurantes. Sempre que possível, procuramos estabelecer parcerias que contribuam para aumentar o índice de visitas à cidade e à região, gerando um maior retorno para a restauração, hotelaria e comércio local. Acreditamos que a New in Évora será uma ferramenta estratégica para reforçar a marca Évora enquanto Património Mundial da UNESCO e futura Capital Europeia da Cultura em 2027.
Esta parceria insere-se numa estratégia a longo prazo da Entidade Regional de Turismo?
Sem dúvida. Trata-se de uma ferramenta relevante, já que o mercado nacional tem um peso significativo no Alentejo, representando mais de 60 por cento das dormidas na hotelaria, no turismo rural e no alojamento local. Terminámos o último ano com um crescimento de 7 por cento na procura por parte dos portugueses, sendo o Alentejo a região que mais cresceu no mercado nacional. Plataformas como a New in Évora permitem-nos divulgar, junto das famílias portuguesas, o melhor que a cidade tem para oferecer.
Qual o papel dos eventos nesta estratégia?
São uma ferramenta essencial para atrair o público, sobretudo em épocas de menor procura, como os períodos de transição entre estações ou na época baixa. Apostamos em eventos gastronómicos, culturais e turísticos, que ajudam a dinamizar o território e a distribuir fluxos ao longo do ano. A New in Évora terá um papel central nesta comunicação, ajudando a consolidar estes períodos e a dar visibilidade aos produtores locais, investidores, criadores culturais e agentes económicos.
A New in Évora pode beneficiar a comunidade local?
Claramente. Há inúmeros espetáculos, concertos e iniciativas culturais que, muitas vezes, nem os próprios eborenses conhecem. A New in Évora pode ajudar a dar notoriedade a esses projetos, muitos desenvolvidos por jovens criadores, grupos de teatro e agentes culturais locais. Além de promover o turismo, esta plataforma convida os eborenses a aproveitar mais da cidade.
O turismo deve envolver os próprios eborenses?
Sem dúvida, incluindo os residentes da própria cidade. Évora tem mais de 50 mil habitantes e o turismo atual valoriza cada vez mais as comunidades locais, a economia social e o envolvimento dos jovens. Quando os eborenses frequentam mais os espetáculos, restaurantes, hotéis e o comércio local, contribuem para uma cidade mais ativa, mais rica e mais humana. Isso é absolutamente vital para um turismo de qualidade.
Que grandes iniciativas estão previstas para o Alentejo e para Évora?
Estamos a criar um calendário de eventos muito robusto para toda a região. O Alentejo representa cerca de um terço do território continental e temos uma estratégia clara de atrair grandes eventos para a região, com impacto ibérico. Destaco a Cidade Europeia do Vinho no Baixo Alentejo, com uma programação eclética. Além disso, vamos acolher a Cimeira Mundial do Enoturismo, de 31 de maio a 3 de junho, em Beja, o Évora Wine, a 22 e 23 de maio, bem como o apoio a iniciativas de enogastronomia, num contexto em que o Alentejo foi considerado a 9.ª melhor região gastronómica do mundo para visitar e comer, de acordo com o Taste Atlas. Na área cultural, sublinho as Festas do Povo de Campo Maior, de 8 a 16 de Agosto, e a crescente aproximação à Capital Europeia da Cultura — Évora 2027.
Como se enquadra Évora 2027 nesta estratégia?
Já estamos na antecâmara da Capital Europeia da Cultura. A narrativa de Évora 2027 será cada vez mais visível nos meios de comunicação, com uma campanha nacional e digital muito ativa, cujo arranque está previsto para breve. Acreditamos que será um ano de grande notoriedade para o Alentejo, com crescimento sustentado das dormidas e dos proveitos turísticos.
Qual é a visão para o futuro do turismo no Alentejo?
O crescimento do turismo é essencial, mas deve ser de qualidade. No Alentejo, não competimos pela quantidade, mas pela qualidade e continuamos muito focados nesse objetivo.

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