A Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), que decorre até 1 de março na FIL, no Parque das Nações, em Lisboa, afirma-se como o principal evento do setor no País. A edição deste ano contou com a presença de vários destinos e empresas da área, entre as quais a Entidade Regional de Turismo do Alentejo.
“Investimos muito na BTL. É a maior feira de turismo que se realiza em Portugal e é o momento em que apresentamos toda a oferta do Alentejo”, revelou à New in Évora José Santos, presidente da ERTA, enquanto explicou a força da região num evento que contou com a presença de 47 municípios.
Todos apostaram num stand próprio, acompanhados por cerca de 30 empresas, desde a hotelaria à animação turística, passando pelos operadores marítimo-turísticos do Alqueva, do Sado e do litoral.
“Está aqui o ecossistema turístico do Alentejo”, resumiu José Santos, referindo que o mercado internacional está atento e que, durante os primeiros dias da feira dedicados a profissionais, o Alentejo apresentou-se a 250 operadores internacionais convidados pelo Turismo de Portugal e pela FIL.
Houve tempo para um almoço de apresentação de Évora Capital Europeia da Cultura 2027, conduzido por Maria do Céu Ramos, presidente da associação responsável pelo evento.
Pilares do Alentejo para 2026
A presença do Alentejo na BTL estruturou-se em três pilares de comunicação, que prometem marcar o calendário da região num futuro próximo, como a aguardada Évora Capital Europeia da Cultura 2027.
“Já estamos na contagem decrescente para essa grande iniciativa cultural, mas também turística”, afirmou o presidente da ERTA sobre o projeto que está a transformar a cidade e que terá, em 2026, um ano crucial de preparação e pré-eventos.

Além disso, as Festas do Povo de Campo Maior vão estar de regresso e as flores de papel vão voltar a colorir as ruas da cidade, depois de uma década de espera. “Há 10 anos que as festas do povo não se realizavam. É um evento incrível“, lembrou José Santos sobre o certame que acontece de 8 a 16 de agosto e que é descrito pelo próprio como “o grande cartaz turístico da região” para este ano.
Por fim, mas não menos importante, a Cidade Europeia do Vinho no Baixo Alentejo, visto ser este um dos principais produtos da região e que vai ganhar destaque na região de modo a reforçar o enoturismo como uma experiência a não perder para quem visita o Alentejo.
A Gala Sóis Guia Repsol 2026
Outro dos grandes destaques para a cidade de Évora foi a confirmação da organização da Gala Sóis Guia Repsol 2026, evento que está marcado para o próximo dia 13 de abril. O evento distingue vários restaurantes com o selo de qualidade mais cobiçado da Península Ibérica.
“Temos em mente dinamizar uma série de iniciativas de rua, em que vamos fazer um apelo para que a comunidade local viva e usufrua da gastronomia, conheça os chefs e os produtos que fazem estas iguarias fantásticas em Évora”, revelou José Santos.
Este reconhecimento da Repsol surge num momento em que o Alentejo brilha nos rankings internacionais. Recentemente, o portal TasteAtlas – uma referência mundial que agrega milhões de avaliações de utilizadores – colocou a região no topo do mundo.
“O Alentejo foi considerado a 9.ª melhor região turística do mundo para comer”, sublinhou o presidente da ERTA. “É um dado incrível e que vem da votação do público.”, explica o responsável sobre a credibilidade e o valor que a distinção traz para a gastronomia alentejana.
Expectativas para a época alta
Os dados do ano passado mostram que o Alentejo já é uma escolha consciente de milhares de turistas. “Tivemos um bom ano turístico em 2025, fomos a região do País que mais cresceu a nível internacional”, orgulha-se o presidente da ERTA.
Mais importante do que receber muitos visitantes, o objetivo passa por atrair as pessoas certas, na altura certa e fazê-las ficar mais tempo, algo conseguido em 2025 quando a região atingiu finalmente uma estadia média de dois dias.
“Estamos muito apostados em reduzir a sazonalidade”, explicou José Santos sobre a estratégia que passa por usar grandes eventos, como a Gala Repsol, o Festival de Música de Sines ou o Festival do Crato, para “diversificar os fluxos turísticos pelo território” e aumentar a taxa de ocupação das camas, um indicador que a entidade quer ver subir este ano.








